segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Frio, janela e sua pessoa

Bateu insônia noite passada.
Na verdade eu estava dormindo, mas me destapei sem querer e fiquei com frio.
Acordei com frio.
E dei a besteira de lembrar de ti....
Fui triste, decadente. Sentei no tapete, morrendo de nostalgia
Foram bons tempos, admito. Queria tu aqui a meu lado

Mas não.
Me recompus, fui fazer o que tinha que ser feito.
Fechar a janela...

Me deixei escorar a cabeça nas grades de ferro
Estava com sede...
Deixei meus lábios sentir o frio do ferro
e deixei minhas garganta aspirar o ar frio da noite
que refrescou minha garganta feito água

Deixei o frio da noite caminhas por dentro de meu corpo
Fechei a janela
Voltei a dormir
Pensando em ti
Será que eu sonhei contigo naquela noite?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Fracasso em Forma de Moleque

Ai, ai. É foda ser novo. É foda se sentir infantil perante tudo. Se sentir sem reação.
Mas ao mesmo tempo amar a impassibilidade, ver gosto em se deixar levar e pensar isso como o certo.

Um dia eu juro pra vocês que eu largo mão de ser um molequinho fracassado de ensino médio. Mas continuarei o mesmo Vítor...

Abração a todos e boa sorte

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Analisando Beatles-Let It Be(1970)

Let it Be:
Irmãos, é com tristeza que eu termino esta última análise de Beatles. Depois de muito MESMO eu resolvi fazer este post sobre um dos álbuns mais estranhos dos Beatles (e um estranho ruim...). Feito com sobras de estúdio do documentário Let it Be/Get Back e com uma orquestração muito mal encaixada em certas faixas, quando dizem que ele é um frankeintein  musical, não estão mentindo. Bem, mas vamos as análises, por que também tem muita coisa boa \o/:

Two of Us:
Bem maisoumenos. Com um tom meio country e bucólico. Vocal duplo de Lennon e McCartney, o baixo feito na guitarra por Harrison ficou extremamente original. Mas os grosso da música se faz em dois violões, ficaram bem legalzinhos até. Mas! Não se preocupem, agora vem uma que é do caralho...

Dig a Pony:
Quem diria que um conjunto de sobras de estúdio de Lennon renderiam uma música tão épica. Uma das melhores do álbum, na minha opinião. Foi uma das faixas tocadas no histórico show do telhado do Abbey Road. Com uma guitarra solada extremamente linda, uma bateria explosiva e toques em órgão fazem essa ser uma das minhas faixas preferidas do Let it Be.

Across the Universe:
...nem vou cometar...Só a melhor faixa do álbum inteiro. E acreditem, conseguiram piora-la. Ao ser comparada com a versão original, a do álbum percebe-se que foi desacelerada, deixando o vocal de Lennon um tanto quanto choroso. Além de a orquestração bizarra dar um tom exageradamente épico a uma música que foi feita somente para violão e talbura indiana (tocada por Harrison). De qualquer jeito, é linda. Ficou linda, tão linda que foi enviada pro espaço (#fato)

I Me Mine:
Chora povo! Essa foi a ultima música gravada pelos Beatles!!! E ainda mais sem a participação de Lennon. Esta composição de Harrison, mesmo assim, ficou maravilhosa. O órgão ficou extremamente dramático (só que dramático dum jeito ótimo), além de ter a qualidade nata de toda música do Harrison. Ah! Esta é a unica faixa em que a orquestração não ficou bizarra. Ao invés disso, ficou ótima! I Me Mine tinha espaço pra uma orquestração bem cheia. Bem, por aqui acabam as melhores faixas... Agora tem bem poquinhas que salvam

Dig It:
Bem, pra falar a verdade, essa ai não salva. Tem 50 segundos, uma melodia em guitarra e órgão, um monte de frases soltas sem nexo. Só vale pela vozinha engraçada que Lennon faz no final

Let it Be:
Caralho...Por mais que nomeie, essa é a pior faixa do álbum. De longe é a pior. Ok, ok. O piano dela é legal, a orquestração também encaixou muito bem, mas não... Li em uma crítica que a vocal de McCartney parece com a de um coroinha cantando uma marcha fúnebre. Além de o solo de Harrison conseguir ser extremamente chato (deve ter sido feito de má vontade...). E continuando com esse solo, se tu escutar a faixa inteira, repare no final como o solo acaba se chocando com o vocal de McCartney! Palmas pra quem fez a mixagem (¬¬).

Maggie Mae:
Música tradicional de Liverpool. Incrivelmente, é uma das melhores faixas do álbum, pena que só dura 40 segundos...

I've Got a Feeling:
A "Dig a Pony" do McCartney. Esta faixa soa crua por ter sido gravada ao vivo no telhado da Abbey Road também. Marcada com uma guitarra distorcida ritimada e uma letra empolgante, cantada inicialmente por McCartney e depois por Lennon. No final as duas letras se misturam gerando um efeito muito genial!

One After 909:
Uma composição de Lennon em seu começo de carreira. Ela não é uma faixa que eu posso chamar de boa, mas é inegavelmente a faixa mais divertida e dançante. Com inspiração claramente cinquentista e órgão simulando piano honky-tonkye fazem eu ter um gosto particular por essa música...

The Long and Winding Road:
Uma baladinha bastante bonita de McCartney. Se tratando de baladinhas do McCartney, essa é uma das melhorzinhas. Parece até trilha sonora de filme épico dos anos 30, mas a sua simplicidade original foi estragada pela orquestração bizarra.. Mas vale a pena...

For You Blue:
Ultima faixa de Harrison e uma das mais originais do álbum. O que mais chama atenção na música é a guitarra havaiana tocada com slide por Lennon e a bateria hiper-divertida. Apesar do nível das composições de Harrison ser sempre alto, esse é um tanto mais alto que as outras dele mesmo! Recomendo que vossas mercês vão agora no YouTube e procurem, e se divirtam com esses solos em guitarra havaiana, duvido que achem isso em outro lugar...

Get Back:
McCartney faz uma forcinha e encerra o álbum em grande estilo. Apesar de uma letra absurdamente besta e tonta, esta faixa ficou muito boa. O projeto Get Back era todo fixado na ideia de os Beatles voltarem com a sonoridade antiga (guitarra solo, guitarra base, baixo, bateria), e esta meta foi conseguida magnificamente! Um rock'n'roll super fodalhão e enxuto, capaz de te fazer sair por ai dançando! Mas depois dele o sonho acaba...

Pois é irmãos, aqui termina minhas análises de Beatles... A banda de dissolve em meados de 70 por diversos motivos, mas deixando uma marca indelével na música e na cultura mundial....

Druguis, pretendo fazer análises de outros álbuns... Gostei dessa vida de crítico.
Boa sorte e um forte abraço.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Analisando Beatles-Abbey Road(1969)

ABBEY ROAD:
Depois de um tempão sem postar nada sobre Beatles, faço aqui a penúltima análise. Com a banda se desfazendo, resolve-se fazer um último álbum de estúdio. Abbey Road se divide um dois, uma metade muito boa e outra beeeem maisoumenos. Como de praxe, comentarei uma a uma.

Come Together:
Ai esta uma música que agrada gregos e troianos. Quem gosta de música mais lenta e complexa, ela é ótima. Pra quem curte coisas mais pesadas, continua valendo. Com um rítmo repetitivo e épico, vale MUITO a pena. Esta música foi feita para a campanha eleitoral (!) de um amigo de Lennon, mas ele largou mão da candidatura, mas a música continuou. E tá aí! Uma das melhores do álbum, começando em graaande estilo.

Something:
Expressamente proibida para diabéticos. Harrison entra na onda romanticazinha e cria uma das músicas mais doces da história dos Beatles. Com efeitos em órgão e orquestrada ao fundo, é algo capaz de tocar o coração até do maior cínico. Uma bateria épica, um solo épico (surpreendentemente feito por Lennon). Só o clip dela que não é legal, deixa a gente triste por estar sozinho... (TAMBÉM PROIBIDA PARA QUEM ESTÁ APAIXONADO!)

Maxwell's Silver Hammer:
Ridícula. Horrível. Sem nada a acrescentar. Uma coisa tosca de McCartney. Só vou colocar a afirmação de Ringo sobre ela...: "Com certeza o pior momento na banda foi a gravação de Maxwell's Silver Hammer"...

Oh! Darling:
Aqui McCartney equilibra, fazendo uma música até legalzinha. Com um vocal gritado muito foda, piano muito épico, toques em guitarra muito geniais. Por incrível que pareça é uma música ótima, vale muito a pena ouvir, nem que seja pra ouvir essa pianenta e gritenta composição.


Octopus's Garden:
 WOW!!! Ringo da um tapa na cara de Lennon e McCartney e faz uma música tããão épica que tu fica cantando ela por uma semana. Pelo naipe dela, parece ser uma versão melhorada da Yellow Submarine. Mas não! É talvez uma das mais marcantes faixas do álbum, absurdamente genial. Alguns consideram esta como a melhor música da história dos Beatles (mas acho que não é pra tanto). Melhor do álbum... OPA..... NÃO NÃO NÃO! Essa aqui é a melhor....

I Want You (She's so Heavy):
Esse monstro psicodélico e progressivo de 7:74 minutos é a coisa mais foda que Lennon já fez (foda é o melhor adjetivo para essa música). Originalmente era duas composições, que foram unidas sem escrupulos. I Want You, com seus solos absurdos em todos os instrumentos. E She's so Heavy, com o riff de guitarra mais lindo já inventado (sei fazer ele -fuckyea-), e as duas acompanhadas por sintetizadores muito épicos. A primeira faixa predomina a música, mas a segunda ocupa a maior parte. Depois de repetições intermináveis do riff de She's so Heavy, ela termina do mado mais épico possive........


Here Comes the Sun:
Agora Harrison da o golpe final, depois de Something, ele faz essa magnífica música. Com certeza ela tem algum tipo de efeito memória em 90% da população mundial. Com uma violão extremamente marcante, e efeitos em sintetizador muuuuuuito lindos. Poooxa, essa ai puxa emoção. Amo essa música. Nem que seja pra lembrar algum momento. Ou pra ouvir mesmo, porque é muito linda \o/

Because:
Essa ai vale por duas coisas. 1)Origem: é a Moonlight Sonata com os acordes tocados de traz pra frente no sintetizador. 2)Arranjos vocais: a música é um coro de Lennon, McCartney e Harrison. É absurdamente épica, profunda e fisolófica. Vale muito a pena (Viu, essa ai é idéia da Yoko...)

You Never Give me Your Money:
McCartney falhou épicamente ao tentar fazer essa música ficar ruim. Sério, ficou muito boa! Na verdade, ela são quatro música juntas, uma mais épica que a outra. Com piano marcante e vocais super bem produzidos, vale muito a pena. Talvez uma das melhores de McCartney, super linda.

Sun King:
Lennon começa aqui uma linhagem de músicas que seguem ininterruptas até o fim do álbum. Talvéz a ultima composição psicodélica dos Beatles. Ela se resume a um violão, bateria, frases sem sentido misturando línguas e grilos (isso mesmo). Um torrãozinho psicodélico de açucar *-*

Mean Mr. Mustard:
Faixa curta e meio esquisita. Composta na Índia e ressuscitada por Lennon. Um roquezinho enjoado em sem graça. E com efeitos de sopro bem mal colocados.... Tsc, fazer o que...

Polythene Pam:
Um roquesinho super divertido. Acelerado, épico e enxuto. Uma bateria maniaca e um vocal gritado. Muuuito boa!

She Came in Through the Bethroom Window:
Mesma descrição da faixa acima. Um roquesinho enxuto, acelerado e épico. Conta a história de uma fã que entrou no quarto de hotel deles pela janela do banheiro. Muito boa também...

Golden Slumbers:
Inspirada em  poema renascentista inglês. É uma música beeeeem McCartney. Mas é bem bonita, da uma quebra na ronquenrouzisse das faixas passadas.

Carry That Weight:
Ultima faixa da linhagem que começou em "Sun Kinh". É uma versão mais épica da You Never Give me Your Money. Bem divertida

The End:
Penúltima faixa do álbum. De fato. É uma mensagem. Acabou, não tem mais o que fazer. Atravessamos a rua e cada um segue seu caminho... Mas, se tratando da faixa. É MUITO linda, com solos dos 4 (Ringo fez na bateria, o resto na guitarra). Umas das poucas músicas que me emociona *-*

Her Majesty:
Uma paródia do hino britânico que dura 26 segundos. Sabe-se lá porque ela foi parar ai...

Depois disso tem o Let it Be, um Frankestein desesperado que foi feito as pressas só pra dizer que fizeram um álbum ( e também pra colocar as melhores do malfadado projeto Get Back). Bem, dispesso-me. Boa sorte, e bom carnaval (Eca...)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Analisando Beatles-Yellow Submarine(1968)

Yellow Submarine:
Então galera. Meus posts sobre Beatles tomaram uma grande folga. Minha aposta fora quebrada, assim, tenho bastante tempo para fazer as analises (Franco viadinho). Como foi dito no meu post passado, eu não somente ouvi o disco, mas também vi o filme (*-*). Filme, lindo, épico, colorido e divertido. Vale muito a pena... Este álbum tem bem poucas músicas inéditas (apenas quatro), duas músicas de outros álbuns (Yellow Submarine e All You Need is Love) e cinco faixas orquestradas e acústicas, que faziam a trilha sonora do filme. Minha intenção era analisa-las também, mas estou sem paciência, deixemos isso para os eruditos...Então... Aproveitem minha mais curta análise de Beatles...

Yellow Submarine:
Se quiser saber mais sobre ela, revisite meu post sobre o álbum Revolver. Mas não canso de dizer que é a mais divertida música dos Beatles e que ela vai sempre morar no meu coração, por ter sido a primeira coisa de Beatles que eu aprendi a gostar.

Only a Northern Song:
Faixa de Harrison, baseia-se numa letra critica, uma baixo, uma bateria e um cacofonia de instrumentos fora de ritmo. Mas ela é na verdade uma critica de Harrison ao próprio álbum e ao filme. Pois ele foi inteiramente feito com má vontade (poxa, se com má-vontade ficou legal, imagina com engajamento). Essa música vale pelo efeito psicodélico, além de parecer uma soma de Revolution 9 e Tomorow Never Knows.

All Together Now:
EEEE! Um dos pontos mais altos do álbum e do filme. Absurdamente felizinha e empolgante e fica duas semanas na cabeça. Eu a consideraria uma musiquinha tosca do McCartney, mas essa é exeção, pois em meio a uma coisa que não foi feita pra ser seria, uma coisinha felizinha se encaixa perfeitamente...

Hey Buldog:
Lennon mandando bala no álbum. Já ouvi muitos amigos meus dizerem que "O Yellow Submarine só vale a pena por Hey Buldog". O que não deixa de ser muito verdade. Talvéz a unica faixa feita com algum engajamento. Com um piano absurdamente épico, um baixo genial e um vocal cheio de energia. Friamente analisando, a melhor faixa do álbum. Muy me gusta ela \o/

It's All Too Much:
Segunda e ultima contribuição de Harrison para o álbum. Esta não foi gravada com o projeto em mente. Para falar a verdade, ela é uma gravação de 30 minutos, mas foi editada para ficar com 6 no álbum. Porém no filme não toca nem por 2 minutos. É uma musica muito empolgante, cheia de sopros e orgão. Vale muito a pena...

All You Need is Love:
Esta versão tem um final um pouco diferente que a do Magical Mistery Tour. Pois a do Yellow Submarine é a gravação ao vivo do especial de Tv aonde a musica foi lançada ao mundo. E a do Magical é a do ensaio/passagem de som que teve antes do programa...

Prontoacabou. Eu disse que era pouca coisa. Mas no filme aparecem varias outras músicas. Mais precisamente Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, With a Litlle Help From My Friends, Lucy in the Sky With Daiamonds, Within You Without You, When I'm Sixty Four, A Day in the Life, Eleanor Rigby, Nowhere Man, Baby You're a Rich Man, Think for Yourself e Love You To. Bem, como já disse, por mais má vontade que foi feito o filme, ficou muito bom, e vale muito e pena. Bem, é isto.

Beijos, abraços e boa sorte...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Analisando Beatles-The Beatles (o Branco) (1968)

The Beatles:
Uhul. Voltando para as análises. Então, depois de uma longa estada na Índia, foram produzidas dezenas de músicas, e se pensando em fazer um álbum grande, foi feito o The Beatles (30 músicas 0o). Da para perceber que é um álbum variado pra caramba, passando um pouquinho por cada estilo.Com este álbum da pra perceber as gritantes divergências das composições (Harrison com uma introspecção sarcástica, Lennon com experimentalismo e letras incisivas, McCartney com suas baladinhas comerciais e rock'n'rolls surpreendentemente bons e Ringo....com sua primeira composição própria...). Bem, aproveitem, porque esse me deu trabalho...


Back In The USSR:
Uhuu. O a música tema da Revolução Que Não Deu Certo (piada interna).  Brincando com músicas de Chuck Berry, Beach Boys e todo esse povinho que fazia sucesso no Oeste. Pianos, guitarras, palmas, tudo muito bom e épico (essa música me arrepia). Capaz de fazer qualquer um sair por ai gritando a letra. Mas largamos do russo que quer voltar pra pátria (jóia de McCartney) e vamos pro carinha que quer a garota por perto (jóia de Lennon). E tudo num fade-in de avião...


Dear Prudence:
MEDEUUUS!!!Essa música é MUITO LINDA!!! Com um edilhado lindo (que eu sei fazer no violão, me sinto tão foda por isso) um baixo genial e um vocal de Lennon que pode te fazer chorar. Contando o desejo de ver uma garota la fora, junto com todos os outros num acampamento.  Foi composta de fato para uma Prudence, Prudence Farrow (irmã da Mia Farrow), que não queria sair da barraca, dai Lennon toca essa música do lado da barraca, acha legal e coloca no álbum, certo ele!!! Linda de morrer essa musica, flautas, palmas, solos.... (saudades de andar na rua cantando ela...)


Glass Onion:
Cebola de vidro, tenha medo. A letra, a ate mesmo o estilo da música tem um que de grande parte das músicas dos Beatles, parece até uma piada interna... Com um puta apelo psicodélico (provavelmente a ultima)  Com uma bateria muito boa e efeitos de guitarra e um violino descendente no final fazem essa musica muito boa.


Ob-La-Di Ob-La-Da:
.......Tem que falar dessa?........Na boa, preciso comentar isso?.......Prafuder hein. Desculpa o termo. Inegavelmente o cravo fofo e bonitinho, vocais empolgantes e otimistas, maracas, tudo encaixado num tom de reagge ska e tudo mais. Mas, vamo combinar, é uma merda....Com isso, se termina uma das partes mais deplorável do álbum. (Mas sou obrigado a adimitir que essa musica me anima...)


Wild Honey Pie:
Rwwan. Torta de mel selvagem, como essa idéia me assusta, imagina como seria absurdamente doce uma torta de mel, e ainda tentando selvagemente te atacar. Ok, voltando a música. Esta curta faixa experimental usa guitarras com efeitos duplicados de som, um solo constante com cordas puxadas ao máximo e o constante grito de Honey Pie!!! Dai acaba...


The Continuing Story of Bungalw Bill:
Hmmm, muito interessante sua critica, Lennon. Durante do retiro na Índia um grupo de colegas (ou de idiotas, como preferir) saiu para caçar tigres, alegando que era tradição do pais. primeiro mata animais, e posa pra fotos como herói, depois medita e lava a alma perante aos Deuses.” (Lennon). Uma faixa bastante diferente pois Yoko canta na terceira estrofe (amo ela, não seu porque todo mundo odeia). Com instrumentação bastante legal e um ritimo super-bonito. Uma das minhas preferidas.


While My Guitar Gently Weeps:
NOOOOOOOOOOSSAAAAA. A Faixa! Épica em cada um dos seus 4:45 minutos. Piano muito lindo e o Eric Clapton solando junto com o Harrison!!! Este ultimo sai um pouco das piras indianas e psicodélicas e vai pro seu instrumento original: guitarra. Com um ritmo que encaixa com o de passos e..e..nossa, sem palavras. Cheia de filosofasões e mensagens, capaz de fazer qualquer um cair numa solidão pensativa, unica, inicialmente subestimada, atualmente idolatrada...(ouvir ela no fone num dia de chuva sem guarda-chuva é a coisa mais épica que tu vai fazer na vida.) Parabéns denovo Harrison...


Happiness Is a Warm Gun:
Wow! Da filosofia à critica social de uma faixa pra outra...Três músicas de Lennon foram unidas, gerando uma mudança de compassos muito caracteristica (4/4, 3/4, 6/8, 4/4 e termina 6/4). Depois do papo de músico, papo de gente. A musica para alguns recorre ao antigo vicio de Lennon, a heroina (a arma seria a seringa). Inspirada num comercial da Colt com a absurda frase do título. Uma critica realmente interesante. E tudo terminando épicamente num "tiro" dado na bateria.


Martha My Dear:
Ta bom, depois de uma puta critica social, vem o McCartney fazendo musica pra cachorrinha dele (¬¬). Eu disse que falaria de Martha depois. Bem, ela tem um piano realmente muito lindo. Além de cordas e sopros que dão um toque especial a esta faixa. Bem, cachorros são burros, mas podem ser uma ótima inspiração musical. 


I'm So Tired:
É uma faixa, digamos, descepcionante. Depois de sair de uma sequencia de musicas épicas e cheias de vida, vem esta, insossa e sonolenta. Como inspiração, o amor insone, que não te deixa dormir e que te faz levantar, pronto para compor (isso é fato, pois acontece direto comigo e realmente funciona).  Ela da uma subida de ânimo no final, mas termina mesmo com umas gravações ao contrario de Ringo falando alguma coisa...


Blackbird:
Estamos em 68, entrando nos 70. O Flower Power entra no áuge, mas o Black Power também rola solto, e Luther King e seus sonhos levam esperança ao povo negro do sul dos E.U.A. E, nessa mesma onda, McCartney resolver fazer esta musica pra dar uma mão ao movimento. Com um tom bem simples e otimista ela se arrasta numa batida de metrônomo, e acaba com o passarinho preto alçando voo e cantandinho (bem, pra falar verdade é um meltro preto da Flórida, mas não vem ao caso)


Piggies:
OPA! Harrison volta com as criticas sociais, agora com os porcos capitalistas dos burgos londrinos. Com um ritmo de música para criança, usando harpas e cravos, gerando um tom meio "sou civilizado", uma referencia há nobreza medieval. Além de voltar épicamente com uma orquestra e um encaixe de fitas alá-Lennon, que também faz os grunhidos de porcos (Ha! Viu Marcus, não só tu que tem essa habilidade.)


Rocky Raccon:
Chega de nome de bichinhos (pássaros, porcos, guaxinis). Mas tem meio nada a ver com o nome. Rocky Raccon é na verdade um cowboy velhoéstico. Inspirada nas músicas história de Jonnhy Cash, como sendo um caowboysão traumatizado por sua amada ter lhe deixado, por isso sai por ai atirando em todo mundo. Ah, essa música usa gaita, coisa não usada faz tempo, além de um piano super divertido. Eu curto...


Don't Pass Me By:
PRIMEIRA composição inteiramente de Ringo (Wath Goes On tem só participação). Tendo uma linhagem simples e um fundo mega divertido e fora de série, com sininhos e tudo. Mas o que mais marca esta faixa é o violininho praticamente esmiuçado a música inteira. Bem Ringo, vale por ser sua primeira. Seila é divertida.


Why Don't We Do It in the Road:
Uma faixa curta e pesada pra caramba. Com duas frases repetidas a exaustão e um tom bem "sou mau". Afinal de contas, pense o que quiser de "por que não fazemos isso na estrada"... Com uma guitarra escondida bem legal e um piano bem motoqueiro cinquentista


I Will:
Uma faixa curta e leve pra servir de antidoto pra sexual faixa anterior. Falando de como ele vai ser legal pra amada e papapa. Ao som de um violãozinho dedilhado. Uma canção BEM McCatney, pouco a se dizer..


Julia:
Uma balada de Lennon muito linda, que junta elementos de poesias libanesas, contos do Japão e um violão que lembra demais Dear Prudence. Era de se esperar que saisse linda, pois trata de assuntos lindos. Letras sobre sua própria mãe tendem a sair lindas. Valendo-se de  sua simplicidade, ela encerra a primeira parte do álbum.


Birthday:
Unica faixa composta por Lennon e McCartney juntos. E deu muito certo, realmente muito certo. Composta durante a festnha de aniversário da mulher de Harrison, como um meio mais barulhento de cantar Feliz Aniversário. Com uma bateria pesada e psicótica, um riff de guitarra super-genial e os vocais de Yoko, Lennon e Patti (mulher de Harrison). Ótima faixa.


Yer Blues:
Wow! Wow, wow, wow! Tenha medo. Um blues suicida, com mensagens depressivas, solidão profunda e deveras pesadona. Enquanto blues, ela é muito foda (foda, essa é a palavra que define essa música). Com uma bateria mega pesada, um ritmo explosivo, sons acidentalmente de fundo e que dão um tom de gambiarra, além de referencias a músicas de Bob Dylan. Muito foda mano!


Mother Nature's Son:
Com uma mensagem muito lindinha, foi uma tentaiva falha de McCartney fazer uma "Dear Prudence" (não chega nem aos pés). Mas é uma linda faixa, com um tom simples e bucólico, quase pastoril (arcadismo?). Além de leves tons em metais, que dão um toque muito genial dela. Ponto pro McCartney.


Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey:
Nome comprido pra caramba, né? Seu nome original era "Come on, Come on." É uma musica de Lennon criticando a idéias (ridícula) de que Yoko roubava seu talento igualmente que um macaco roubava comida. (Ja falei pra vocês que eu amo os Beatles e a Yoko ao mesmo tempo?). Voltando a música. A faixa é um rock bem pesado e frenético, parecendo o ritmo de uma sirene de bombeiros (tem até uma tocando no meio). Curto essa demais.


Sexy Sadie:
Uma das poucas composições de Lennon no piano, mas ao invés de ser uma baladinha bonitnha, não. é uma critica ao um fato bem desagradável. Lennon saiu do retiro na Índia porque havia boatos que o guru chefe estava seduzindo as participantes e mantinha relações sexuais com suas dicípulas. Mas, musicalmente falando é uma faixa muito bonita, com solos e pianos bonitnhos (me lembra Let It Be...)


Helter Skelter:
AAAAAHH!!! Nem parece coisa do McCartney! Uma barulheira desorganizada, suja, feia, linda em todos seus 4:30 minutos. Usando guitarras distorcidas, gritos desesperados, sopros sem sentido, brinquedinhos de criança e Lennon brincando com um saxofone (coisa que nunca tinha feito na vida). Como em outras músicas, ela morre e volta do nada. E cada vez mais barulhenta! Brincando com o recém surgido punk britânico. Uma faixa muito doida! Amo ela! I'VE GOT BLISTERS ON MY FINGERS!


Long, Long, Long:
De chorar de tão linda. Coisa do Harrison, fazer o que. Uma reflexão filosófica sobre Deus, a vida, universo e tudo mais. Usando acordes simples que fluem extremamente bem, um tom sussurado, mágico, lindo, hipnótico. A música que tu espera escutar quando tu ta indo pra luz... Com uma bateria linda e um refrão explosivo e poético. Além de um final fantasmagórico tocado em algum instrumento indiano desconhecido, capaz de arrepiar qualquer um. (Minha interpretação dela: Nunca conseguiremos saber tudo e chegarmos ao nível de um Deus, e se só saberemos quando livrarmo-nos do corpo físico).


Revolution 1:
Versão original da conhecidíssima "Revolution", só que mais lenta, leve, ritimada e bonita. Não é uma música, é um hino para muita gente. Composta durante o turbulento ano de 68, Guerra do Vietnão rlando a toda, protestos estudantis de Paris e tudo mais (encaixou perfeitamente no Brasil). Com uma batida que lembra um blues e metais épicos. Música ótima, letra ótima, mensagem ótima. Minha preferida, e viva a paz...


Honey Pie:
Depois dessa obra-prima de Lennon, vem esse troço ridículo. Coisa do McCartney (¬¬). Bem tosquinha e bonitinha, contando a história de uma Inglesa que se mudou pros EUA e virou estrela de cinema. Com um tom mega anos 30, parecendo som de rádio. Clarinetes muito legais, mas meio, insosa em sua totalidade...


Savoy Truffle:
Ultima contribuição de Harrison para o álbum. Muito boa! Com um ritmo de relógio que remete a Good Morning Good Morning. É uma provocação direta de Harrison para seu amigo Eric Clapton, mandando ele parar de comer doces. A letra é cheia de nomes de doces, e os metais e o orgão dão um tom ácido a esta doce música, recomendo.


Cry Baby Cry:
Uma brincadeirinha de Lennon com as fábulas infantis. Com uma letra bem sentindo, remetendo a um sonho que vira pesadelo (Alice???). Bem, com pianos bem ritmados e um orgão eletronico que soa igual a um acordeon. É uma faixa muito boa. Mas tem coisa estranha no fim.


Can You Take me Back:
27 SEGUNDOS!!! É O TEMPO DE DURAÇÃO DISTO! É uma baladinha tosca do McCartney, sem nada de especial, e só Papai do Céu sabe o porque dela tar no álbum! Tenham medo. AH! Depois disso vem coisa estranha......... realmente muito estranha........estranha pra caralho!


Revolution 9:
Quando eu digo que isso é coisa estranha, eu não estou mentindo...Ela ja me causou graves pesadelos, com um tom sombrio e tenso. É uma colagem de fitas perdidas, sons aleatórios, corais, orquestras ao contrario, explosões, batidas, criança chorando, multidões, barulhos de protesto, conversas, solos perdidos, e palavras sem sentido. É uma faixa sem música, um monstro de 8:23 minutos, um Stockhausen mais degenerado. Muito tensa, muito feia e muito fascinante, escutem ela, e me digam o que acham aqui nos comentarios...


Good Night:
Dês do Revolver que os Beatles fazem finais épicos pros seus discos (Tomorrow Never Knows, A Day in the Life, All You Need is Love) e com o Branco não seria diferente. Lennon compôs esta música para seu filho Jullian (de seu outro casamento). Uma canção de ninar absurdamente doce e hollywoodiana, com um vocal solo de Ringo, capaz de te fazer esquecer o pesadelo da faixa anterior. Terminando com Ringo te mandando dormir, esta magnifica música encerra a obra-prima que é este álbum.


Prontocabou. Este post imanso fala de um álbum imenso e demorou uma semana pra ser feito. Próximo é sobre o Yellow Submarine, hein.


Boa Sorte....

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Analisando Beatles- Magical Mistery Tour (1967)

Magical Mistery Tour:
Um filminho divertido cuja trilha sonora e mais outro projetos foram colocados num disco genial. Sem produção em estúdio nem nada do gênero, foi a junção de 4 singles e mais as musicas compostas especialmente para o filme. Ficou extremamente lindo, apesar do clima pós-morte de Brian Epstein... Bem, pegue os tickets e os colírios, porque a viagem vai ser boa...

Magical Mistery Tout:
Começando com grande estilo. Uma musica que remete um tom de viagem, estrada, assim como Lovely Rita ou Penny Lane (veja melhor sobre esta depois). Com uso de acordes simples e trompetes, somado a constantes efeitos de motor, derrapadas de ônibus e sons de voz distorcidos e terminando com o som que parece de garrafas batendo. Um cumulo de empolgação.

Fool on The Hill:
O tolo da colina. Segundo a versão ofcial, McCartney estaria andando com sua cadela Martha (tratarei disso em outro post) e a perde. E do nada, aparece um maluco com ela na coleira e diz "É sua", vai para uma trilha e desaparece. Mas, musicalmente falando, é muito boa, cheia de sopros, flautas, gaitas. Como é especialidade de McCartney, outra musica alegrinha e empolgante.

Flying:
Foda-se as letras e as mensagens. Esta musica tem mensagem nenhuma, mas é, na minha opinião um experimentalismo pra lá  de divertido. Com melotrons, solos de guitarra com efeitos sem sentido e coros épicos no começo. Some isso a um final cheio de fitas ao contrario e loops sonoros diversos. WIN

Blue Jay Way:
E um viva a São Francisco. Segundo a lenda, Harrison estava procurando a rua em que se hospedaria (e que nomeia a música), e sabe-se la o que ocorria na capital da Bichogrilisse sessentista. Usando efeitos inimaginaveis, como backvovals ao contrario e um vocal duplo com um pequeno atraso do outro, gerando um efeito zunido e psicodélico. Com esta faixa Harrison larga um pouco das piras indianas e passa pra introspecção filosofal...

Your Mother Should Know:
Denovo, ê, denovo. Agora voltamos pros anos 30. Pianos ritmados, guitarras e um vocal em canal duplo de McCartney. Mas ninguém repara na base de fundo, com um órgão e uma tabla indiana (tocados por Lennon e Harrison, respectivamente). Com um tom brega e corrétinho, ela ja pula pra seu oposto, coisas que sua mãe NÃO devia saber...

I Am the Walrus:
Ta aê! Se Yellow Submarine me fez criar gosto por Beatles. Esta me fez curtir demais Beatles! Apesar de atualmente achar ela meio vazia. Com intenção de ser uma psicodelía total. Coisas sem sentido falada sem parar, efeitos de estúdio, violinos mal encaixados, pedaços de gravações de rádio de Rei Lear do Shakespeare no meio!!! Some isso a sons de risadas, trompas, e todo tipo de feitos que um piano eletrônico pode gerar. Bem, depois desta música, as morsas se tornam animais realmente muito divertidos (Walrus é morsa em inglês).

Hello Goodbye:
Aqui termina a trilha sonora e começam os singles. De tantos antagonismos, da pra chamar a letra desta musica de barroca. Com efeitos de cordas entre os versos e uma baterial e backvocals geniais, além de ter uma fim falso, que volta com tudo, só pra alegrar o povo. Amo essa musica, acho que foi um dos meus primeiros contatos com Beatles.

Strawberry Fields Forever:
Uhuuuuuuu! Amo essa! Esta faixa foi a primeira a ser gravada para o Sgt. Pepper's (mas não foi). Ela coloca um tom surreal e imaginário, beirando o infantil, ao contar sobre o parquinho da instituição (Strawberry Field) que ele costumava ir quando pequeno. Com melotrons marcantes, efeitos vocais muito épicos e um trompete grave que toca no coração. (Nota: Lennon diz suas iniciais em Codigo Morse depois do Let me take you down). Amo, amo, amo essa música, principalmente quando ela volta triunfalmente dizendo que o Paul foi enterrado ao meio de sons ao contrario.

Penny Lane:
Uhuuuuuuu! Amo essa! Esta faixa foi a segunda a ser gravada para o Sgt. Pepper's (mas também não foi). Uma tentativa de McCartney de também fazer uma musica genial que lembra-se sua infância (Penny Lane é uma rua em Liverpool aonde ele morava, e Lennon também. Ah! E a Strawberry Fields também era lá). Além de sopros incrivelmente lindos, que tocam o coração de um modo acolhedor, não atemorizante, como ocorre na Strawberry Fields.

Baby You're a Rich Man:
Se você é rico, bonito e invejado. Não fique feliz por isso. Esta é a mensagem. Usando instrumentos novos e sem sentido (clavioline e vibrafone), além de uma batidinha de palma que acompanha tudo até o final. (Palmas, sempre empolgantes). Esta música foi originalmente feita pra ficar presa unm armario e nunca ser usada, mas, resolveram coloca-la aqui. Mas, sei la, eu gosto dela.

All You Need is Love:
LOVE, LOVE, LOVE (isqueirinhos ao alto). Para todos, uma música. Para mim, um hino. Feita para um programa de Tv, foi transmitida via satélite para todo o mundo, coisa linda de se ver. Uma mensagem que poderia ser interpretada por toda a humanidade. Assim como em Sgt. Pepper's ela compre perfeitamente o papel de "final épico". Capaz de me emocionar com seus acordeons, orquestras, corais e o Mick Jagger mucho loco la no meio. Esta gravação é um ensaio que ocorreu antes do programa. A diretamente do programa esta no Yelow Submarine, que tratarei depois. (HOW YOU CANDO WHO CAN'T BE DONE.........., ...... ALL YOU NEED IS LOVE paparabaram ALL YOU NEED IS LOVE, LOVE, LOVE IS ALL YOU NEED)

Bem, aqui termina o post. Saibam todos que eu vou postar quenem um idiota, porque apostei que faria todas as analises até o fim do ano (Franco, vou te matar). Bem, depois das gravações os Beatles foram para a Índia, Lennon se divorciou e conheceu Yoko, e isso eu conto depois.

Bjs e abrass
E Boa Sorte