terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Curitiba em Janeiro- Parte I (Senza Confini)

Mal parei direito na Ilha do Desterro e o uivo lancinante da Estrada já se fazia perceber nos meus ouvidos! Estava de saída para CuriCity, onde vivi longos e agradáveis 3 anos e meio. Sexta-feira saía meu ônibus. Organizei alguns posos, porém não todos (queria um pouco de incerteza nessa viagem)! Enchi com roupas, livros e comida a velha mochila da Telecom Italia Mobile (Vivere senza confini) da época que meu pai trabalhava lá!
Levantei cedo e fui correndinho até a rodoviária. A viagem foi tranquila, mas cansativa... Paramos em dezenas de rodoviárias microscópicas e ficamos um bom tempo parados na Vila da União! Depois disso teve a subida da Serra do Mar. Ah, que subida maravilhosa! Os morros, a paisagem, a pressão batendo nos ouvidos e a alegria de ver uma imensidão estética e ter a certeza de que perdida no meio desses morros, existe uma cidade onde tu vai parar e ficar por um bom tempo!!! A estrada entre a Ilha do Desterro e CuriCity é linda, muito, muito linda!
Na entrada de CuriCity o ônibus começou a demorar. Um engarrafamento gigante na Avenida das Torres, lembrei que estava indo pra maior cidade do Sul do Brasil! Com 40 minutos de atraso cheguei na rodoviária e sou recepcionado com uma nebulosidade e uma garoa gelada tipicamente curitibana. Estava indo encontrar meu amigo Marvinícius e a namorada dele, Barbarela Satúrnia (Sagitariana Caricata) e tive o prelúdio de o quão cansativas seriam as caminhadas nessa viajem! No caminho encontrei Yurie Oda (Uma Das Mais Doces Filhas do Sol Nascente), foi realmente legal encontrar pessoas sem prever! Encontrei Marvinícius e Barbarela numa livraria e Barbarela parecia outra pessoa! Ela tinha mudado muito dês de a ultima vez que a tinha visto! Fiquei sabendo de uma festa que aconteceria mais a noite, mas não soube responder se iria. Mais tarde encontrei Alexandre Wayne (o Vigésimo Segundo Homem-Murgueço) e o Messias! Estava combinado previamente que passaria a noite na casa de Alexandre, e fomos eu, ele e o Messias até lá. Ficamos um tempinho conversando aleatoriedades, compramos coca-cola e passamos café.
Mas dai um dos eventos mais divertidos e inesperados aconteceu! A festa que Marvinícius tinha falado FOI ANDANDO até a casa de Alexandre!!! Movidos também pelo fato do organizador da festa, Rei Filipe (O Químico Truão) namorar a irmã do Alexandre. Resolvi acompanhar a festa, porém Alex preferiu ficar na casa dele! E QUE FESTA!! Estavam lá Marvinícius, Barbarela, Tulheco, FracoFranco, Rei Filipe e mais um pessoal!!! A festa podia ser interpretada como uma festa surpresa de aniversário pro FracoFranco (por mais que a festa oficial estivesse marcada pro sábado)! A festa do sábado foi a grande motivo que me levou a ir até lá!!! Mas, voltando. Segui com o povo até a Praça do Japão, o lugar mais mágico de CuriCity! Ficamos lá, no alto da noite, bebendo vinho e um destilado maluco com gosto de expectorante e tocando violão!!! Foi um porre memorável! Eu e Tulheco tentando tocar Strokes, juras de amor etílico com o Marvinícius e aquele frenesi beat bizarro! Era o sonho de Kerouac, de Cassady, de Ginsberg e de toda essa Segunda Geração Perdida dos 40/50! A música, a alegria e o frenesi de bons camaradas comemorando o simples fatos de estarem juntos!
Depois de um bom tempo cada um foi pela sua direção! Chego denovo na casa de Alexandre bem mais sóbrio. Comi um pão e bebi uma coca, joguei um pouquinho de PS2 com ele e dormi no sofá. Que delícia é o sono no frio da Serra do Mar a noite!

(...)

domingo, 29 de janeiro de 2012

Antropologia da Ganância Aplicada a Formiformes

No meu período de veraneio em Itapoá resolvi fazer um experimento antropológico, só que ao invés de humanos usei formigas. Com cérebros simples e com os sentidos baseados na troca de informações entre umas e outras, formigas são um modo de entender os humanos sem todo o desafio moral de convencer um humano...
O experimento foi o seguinte: Na casa de meu amigo Manubael havia uma mureta baixa e na frente uma arvore de sombreiro. Peguei uma daquelas sementonas do sombreiro, cortei em 6 partes e deixei encima do muro.
Em cinco horas já havia se formado uma trilha de formigas que corria o muro verticalmente. A semente, feita basicamente de celulose, era de difícil digestão para as formigas e por esse motivo elas se agrupavam, cortavam, carregavam e sintetizavam com tanta insistência aquela semente. Elas sabiam que conseguiriam transforma-la em algo útil, digerível e de proveito tanto da colônia quanto delas mesmas.
Mas repente resolvi por minha teoria a prova. Tirei as sementes e as substitui por açúcar. Sacarose semi-pura e prontinha pra digestão. Em dois toques as formigas param, estatizadas. O Maná da Divindade dos Insetos Apócritas estava lá! O Soma. A Solução MÁGICA dos problemas individuais de sobrevivência.
Em 15 minutos a comunicação bioquímica das formigas havia cessado e elas se aglomeravam aos montes encima da pilha de açúcar. Porém a mudança mais sensível foi o término da fila! Aquela fila comprida, focada e funcional havia desaparecido por completo!
Moral da História:  As formigas agem como os seres humanos. Ao verem um desafio natural, se reúnem e tentam molda-lo da forma mais útil possível. Mas ao chegar uma força artificial capaz de pseudo-solucionar tudo o projeto original e o rumo natural são quebrados. A Fila se desmancha e os espíritos se corrompem. A riqueza, o poder e a ostentação fazem a mesma coisa com o bicho-homem...
Tenho medo de minha própria espécie...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Summer '12

Estava lá eu, enfastiado e meio sem saco na Ilha do Desterro. Havia um tempo em que eu estava me programando, mas era demanhã cedo e meu ônibus em 45 minutos estaria saindo em direção a Vila da União (aquele antro de germânicos mal-encarados). Entrei no ônibus, e começou a tocar Arcade Fire no MP-Coiso que eu tinha pego emprestado da minha mãe. Dado um tempo o ônibus parou numa cidadezinha nas proximidades, e entrou um senhorzinho manco e se sentou do meu lado. Como que por mágica começamos a conversar.
Ele era ex-ferroviário, estava indo visitar parentes em CuriCity, era evangélico, porém incrivelmente simpático. Conversamos sobre a geografia da região, algumas coisas relacionadas e religiosidade, comentou sobre o quão a juventude de hoje é unida, e como o senso de camaradagem hoje aparentemente aumentou muito. Não soube o que dizer, só conheço o agora, não tive a honra da experiência de viver no tempo dele...
O ônibus parou na Vila da União, me despedi do senhor.
Num pulo já saltei num ônibus para Garuva, onde minha carona estaria. A viajem para lá foi tranquila e sem nada de interessante.
Chego em Garuva, e lá estava Manubael, sua mãe e seu irmão mais novo! Manubael, o maior expoente da filosofia psiquiátrica de Curitiba, ex-percursionista d'Os Incapazes e grande companheiro. E que, nesse momento, cedia hospitalidade em sua casa de veraneio para minha pessoa!
Entramos no carro coreano maluco da mãe dele e fomos para a casa dele em Itapoá! Que casa linda era aquela casa! Manubael é um garoto de posses, filho de um grande comerciante do Parolin!
No primeiro dia vadeamos, o mar estava revolto. A noite pegamos a cadeiras e tiver altas piras e siderações na praia sobre aquele magnífico céu noturno Itapoaense! Tivemos o princípio de uma experiência transcendental e até vimos um disco voador!
Segundo dia foi mais divertido, entrei  no mar para matar a saudade. Saímos para dar uma volta naquele carro coreano da mãe dele, estávamos de óculos escuros ouvindo raps bizarros selecionados por Manubael. As pessoas olhavam. Eramos dois gigolôs ricos pirando e ostentando inutilidade. Foi engraçado, realmente. Ao final desse dia bizarro a garota do Manubael, uma alemoinha muito simpática, original da Vila da União apareceu em Itapoá, para alegria e delírio de meu camarada! Além disso, ao final da noite vimos Pulp Fiction.
Nos dias que se passaram a música correu solta. Portugal. The Man, Pink Floyd, Móveis, Stones, Fleet Foxes, Florence & The Machine e muito mais, até roubamos um uísque 12 anos do irmão mais velho playboy do Manubael. Foi realmente um achado aquele radinho USB e aquela garrafa perdida!
Eu e Manubael corríamos Itapoá como dois malucos! Eramos uma dupla bizarra. O Leão e o Abutre! O Leão, grande, forte, nobre, simpático, fleumático, capaz de convencer até o mais desconfiado dos corações e o Abutre, magricelo, torto, com longas e emaranhadas penas pretas pulando de um lado pro outro, gritando, rindo exageradamente. Eramos a dupla perfeita, capaz de discutir eruditamente até o mais fútil dos assuntos!
A viajem se aproximava do final. Estava lendo Dostoiévski e Kerouac. Começava a sentir saudades de casa. Puxamos assunto com as vizinhas do lado. Eram três garotas muito simpáticas, porém meio burrinhas. Eram engraçadas, foi legal conversar com elas.
Era sábado, meu ultimo dia lá. Comprei as passagens para Garuva. Joguei Zelda com o irmão caçula dele! O tempo rolou e o sol apareceu. Resolvemos ir na praia pela ultima vez. Entrei no mar. Nadei fundo. Fui pego por uma corrente! Apesar de nadar com destreza, fiquei preso, céus!!! Comecei a nadar para frente, com boa parte de minhas forças. Não saia do lugar!!! Tentei ver a profundidade, era fundo demais! Continuei nadando, e parecia que o tempo tinha parado! Era só eu, fazendo um esforço inútil para me livrar dos cabelos de Sedna e dos braços de Poseidon! O Mar ia me engolir, minhas carnes seriam diluídas no iodo do Oceano Atlântico! Força Vítor, tu consegue. "O mais importante não é ser forte, mas sim se sentir forte!", McCandless já falava! Nadei mais, pude sentir a areia sobre meus pés! Conseguia caminhar, mas cada onda que vinha me derrubava como se eu fosse um pequeno inseto! Mas consegui me arrastar até terra firme!!! Cai deitado da areia! Estava vivo!!! E, apartir deste dia, decidi nunca mais enfrentar o Mar despreparado!
Dormi como uma criança nesse dia.
Era domingo, tinha que pegar a estrada. Lá estava eu, mochila e violão nas costas (foi a primeira vez que levei violão em mochiladas...) entrando em um ônibus para Garuva. Cheguei em Garuva as 13:30, e teria que esperar lá até as 17:10... Estava chovendo lá. Fui no banheiro, bebi água, conversei com dois andarilhos e dei uns trocados para eles. Resolvi subir um morrinho que tinha por lá. Subi e peguei uma pedra, que hoje guardo como troféu!
O ônibus atrasou um BOM tempo. Só chegou 17:40! A viajem foi tranquila. Cheguei novamente na Vila da União. Fui correndo no guichê da viação para entrar no primeiro ônibus para Ilha do Desterro, e meu pedido foi atendido. Meu ônibus sairia as 19:10. Resolvi explorar aquela cidade, terceira maior do Sul do Brasil. Estava com fome! Achei um bar de alemães a umas 3 quadras da rodoviária. Consegui comer uma paçoca de amendoim incrivelmente substanciosa por apenas 50 centavos!!!
Meu ônibus saiu. O problema é que era um pinga-pinga! Tudo quanto buraco semi-urbanizado que passava o ônibus parava. A viajem foi cansativa, eu estava cansado. A viajem foi longa, senti a mesma sensação de eternidade sofrida e interminável que eu tinha sentido no meu princípio de afogamento! Minha mochila cheirava a mar e peixe, meu cabelo já tinha gosto de sal, minha barba coçava, minhas unhas estavam sujas e enormes, tinha areia no pescoço e atrás das orelhas!
Cheguei em Florianópolis as 22:00 e alguma coisa!!! A viajem que, de carro, demoraria 3 horas se transformou numa epopéia de 10 horas!  Estava cansado, mas em casa.
Tomei um banho, coloquei a mochila para arejar, fiz a barba e cortei as unhas e me preparei um pão com ovo.
Estava devolta em casa depois do mais louca veraneada da minha infante vida

(Ôô seu moço, do disco voador, me leve com você, pra onde você foooooooor) -Raulzito

sábado, 31 de dezembro de 2011

Notas sobre 2011

Ano mais bizarrento esse!!! Deve por ter sido por 2011 ser um numero feio (feio?).
Comecei bem começado. Minhas amizades se mostraram estáveis, e pelas primeiras vezes comecei a sentir que minha vida estava tomando um rumo. Minha habilidade musical e intelectual se expandiu magnificamente, junto com meu conhecimento geográfico do municie de Curitiba.
A certeza de que tudo estava certo tinha se apoderado totalmente da minha ideias. Mas uma inquietação se mantinha, mantinha forte. Na inocência positiva e progressista, presumi que a inquietação vinha da única coisa que eu não tinha, um amor. E fui eu a busca...
Mal começam as aulas e eu acabo me enrabixando com uma guria do magistério do meu colégio. Talvez a cegueira da minha Teoria da Plenitude tenha me feito topar aquilo... Foi terrível. Foram 3 semanas fadadas ao esquecimento...
Terminou, terminou, e junto com isso minha teoria de que a inquietação vinha disso.
Depois desse ocorrido, senti que estava vivendo o horário nobre da minha vida! Esquecia da inquietação da sozinhisse e agradecia aos Deuses por tudo aparentemente estar dando tão certo. Amava meus amigos, minhas amigas. Amava o fato de estar tudo estar aparentemente dando tão certo!

Vem o baque.

Estava de mudança!!! A proprietária tinha pedido o apartamento devolta. ESTAVA DE MUDANÇA AINDA MAIOR!!! Meu pai tinha pedido demissão, e estava de mudança para Maringá...
Devo admitir q minhas amizades me ajudaram muito! Durante o processo de despedida percebi que tinha amigos! Percebi que sim, eu era querido por alguém! E por várias pessoas!!! O Vitor anti-social e xarope de alguns anos atras não teria acreditado! Pessoal, eu amo vocês!

Me mudei. Nas primeiras semanas achei que fosse enlouquecer. A falta de meus amigos, reflexos perdidos de antigas paixões platônicas resolveram todos voltar. Foi terrível. Terrível.
No final de julho, depois da terceira semana em Maringá resolvi fazer a melhor coisa da minha vida! Resolvi mochilar em Curitiba! Fiquei menos de uma semana, mas foi ótimo! Me hospedei nas casas de Lazurte (Colorado Xarope), d'O Messias (Thigonildes) e do Marvinícius Oliveralvez (Psiniano Salvador). Voltando para Maringá percebi, minha casa é a estrada.

Começam as aulas. Meus companheiros eram praticamente todos fãs de nerdices, e me enturmei com determinada rapidez! Dentre esse povo encontrei o Grade MatsunagaMan (Nipo-Austríaco do Planalto Central), que me mostrou teorias de Naturalismo, a epopeia de McCandless e dicas para Zelda e BioShock! Também conheci Lorelai (Cujos Olhos Julgadores), talvez a maior mente saída do solo maringaense! Sou grato principalmente a estes dois por ter sobrevivido nesse difícil período!
Porque foi realmente difícil. Em determinados momentos me sentia deslocado, a cidade não me agradava. Comprei um video-game, tinha já minha terapia. Mas em determinados momentos ainda me senti muito, muito mal. O ar de Los Infiernos se mostrava terrível para mim. Meu coração bateu (apanhou?) bastante, e minha sozinhisse muitas vezes me jogava ao chão...
Resolvi tirar meu ânus da cadeira, largar um pouco dos estudos e passar mais um feriado em Curitiba. Era Dia da Padroeira. Primeiro dia fui a uma apresentação musical e fui festar. Não dormi e fiquei na casa de amigos de amigos. Segundo dia fiquei na residência do meio do mato do FracoFranco (Kerouac da Serra do Mar), terceiro na casa do Tulheco Borges (Chico Casablancas pobre) e no quarto do João das Interwebs (Metaleirinho da Porra). Foi uma viajem sensacional!!!

Volto a Maringá. Passam uns meses e FracoFranco vem dar uma passadinha naquelas terras! Foi realmente divertido! MatsunagaMan sentiu um pouco como era a pira de CuriCity!
FrancoFranco voltou para sua casa. E eu me parto pruma das mais profundas e erradas piras da minha vida. Resolvi abdicar de qualquer relacionamento afetivo. Não sei porque, mas isso me pareceu uma coisa bem sensata. Depois, novo baque!

Porra! MEU PAI FOI DEMITIDO!!!
Meu período em Los Infiernos terminou como começou, do nada. Meu pai foi demitido da empresa onde ele estava. Rapidamente conseguiu outro serviço, agora aonde? Florianópolis!!! Sim, caros irmãos, iria para Florianópolis! E cá estou eu, digitando daqui.
Maringá não foi grata enquanto meus pés estiveram lá. Levo de lá companheiros, filosofias, piras erradas, um livro do Darwin e um PlayStation3!

Estou a duas semanas aqui. Não sei ainda direito o cheiro da ilha de Santa Catarina. As paisagens são estéticas, uma cidade bonita de se ver, muito diferente de Los Infiernos.

Três cidades, Duas certezas, Uma inquietação.
Acho que a inquietação que eu sentia lá no começo era a Inquietação da Existência. Nunca vou me livrar dela, hehe.

Amigos, companheiros, um abraço.
2012 há de ser melhor que 2011.
Boa sorte a todos!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fazendo Errado

Ontem denoite foi errado. Errado é um bom termo. Não gosto de baladas. Não gosto de musicas repetitivas, ambientes somáticos, pessoas idiotas ensurdecidas pelas mesmas músicas repetitivasemsentido e procurando um parceiro de carícias ao custo de qualquer coisa...
Como é praxe de minha pessoa, deprimi. Tinha pessoas realmente inteligentes lá, mas eles queriam se divertir, não iria atrapalhar a festa deles... O fundo do poço começava a mostrar sua cara. Devia ter me despido de minhas aparências pseudo-cults. Nem beber direito eu tinha bebido.
Ai vem a merda. Eu achei que estava de saída, que minha carona tinha chego. Me despedi de meus amigos e minhas amigas. Mas com ela foi diferente... Ela estava lá, de vestido florido, com aqueles belos olhos julgadores.  PORRA! Que que tu tem na cabeça cara?!?!? A algumas semanas tava tu lá, chorando de amores pela alemoa!
Eu estava cansado. Cansado de sempre amar garotas azedas, insuportáveis, arrogantes (?!). Também cansado de meus 22, 42, 142 quilos de ideologias e juramentos desnecessários. Queria um pouco de doçura. Ela é uma grande amiga minha, uma das pessoas mais importantes nesse meu período em Los Infiernos. Ela sempre tão doce, tão inteligente, tão companheira.
Ela vai fazer falta, muita falta.
Os problemas começaram quando eu dei meu abraço de despedida. O abraço demorou a terminar. Eu não resisti. Pode soar como qualquer bostinha sentimental de um menino retardado de 7ª série, tentei que o acaso me ajudasse (Trying my Luck-Faixa 10) e que eu provasse pra mim mesmo que meus juramentos eram um erro, dei um beijo extremamente fracassado nela. Aos olhos alheios, não parecia nada de mais (se comparando ao resto da festa...). Mas a coisa tomou dimensões estranhas. Desesperadoras. Ela estava enrabixada com outro cara, um cara muito brother por sinal. Minha vontade foi de enfiar a cabeça no fundo da terra e esperar crescerem raízes em volta do meu cabelo...
Tentaram me convencer de que eu era apaixonado por ela no meu subconsciente, eu não sei se fui apaixonado por ela (pelomenos não nas mesmas medidas de platonice que eu sentia pela Alemoa). O que importa é que isso ta martelando a minha cabeça...
Será que vou ser sozinho pra sempre? Será que com 21 estarei apodrecido? Gordo? Meus longos cabelos terão a companhia de uma barba? As paranoias terão terminado de comer minha sanidade? Vou estar num hospício?
Acho que arrumei minha problemas mentais pra alimentar nessas férias...
(Lorelai-Faixa 8) Mas respeitarei o pedido que tu me fez antes do meu ato de fracasso.
Não vou te esquecer.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pirando Errado

Não sei porquê eu continuo. Descrente do amor, da vida, da realidade/verdade. As ilusões infectam meus neurônios e já começaram a entrar em metástase. Um necromorfo, isso acho que me tornarei. Gilbert Alexander se orgulharia ao me ver afundado, boiando deformado em um tanque de ilusões.|
E lá vem tu! Eu tremo, mas eu voltei da metade do caminho pra ti ver. Minha boca emudece e minha voz sibila na mesma frequência do tremer de minhas mãos. E tu me olha duramente (The Shrine/ An Argument -Faixa10) com esses teus olhos verdes de alemoa azeda. Fala rispidamente , e eu quebro... Ela vai reto e eu ando em círculos. Ela atravessa a rua pro outro lado e eu corro. Corro pra longe de ti. E grito! Grito alguma coisa que eu não entendi (Howl-Faixa4)! Continuo correndo...
Tinha que parar de fujir, Tentei a indiferença... Meia duzia de hormônios excretados na corrente sanguínea tornam tudo diferente. Sou fraco. Sou um rato. Homem-Rato!
Vou jogar video-game e ouvir música. Terapia? Acho que isso é minha terapia...
Agora vou jogar Half-Life...

sábado, 22 de outubro de 2011

Progressão positivista fracassada

Eu deveria olhar pra mim, pros meus dedos e pra minhas idéias e pensar o quanto que eu melhorei. Eu melhorei pouco, meus posts estão ai pra provar. Mas eu sinto que melhorei um tanto, e sem fazer esforço.
A melhoria pelo tempo é inevitável, mas para. Para abruptamente e bem na parte que tu acha que vai ficar bom. Para não, acaba perdendo a aceleração, mas perde tão rapidamente que tu acha que parou.


Um dia eu fico bom. Um dia eu escrevo bem. Vou parar de usar metáforas ridículas. Vou lapidar a torrente de informações aleatórias saídas da minha cabeça. Vou canalizar meu potencial.

Ou mandar tudo a merda e continuar na mesma.... (mais provável)